segunda-feira, 25 de abril de 2011



Uma volta sem volta

"Toda rotina tem de ter uma fuga. Todo ser tem de ter uma companhia;
Em qualquer batalha, não há vitória quando se luta sozinho;
Em qualquer momento, não há sorriso se não houver quem o tire.

Volta e meia, páro e observo os longos passos de muitos - e os poucos de alguns.
As pessoas sempre estão preocupadas com elas mesmas, quando deveriam olhar mais para as outras.

Estava indo ver o sol nascer. Estava indo ouvir o cantar dos pássaros, e menos o gritar dos carros.
Cansado de batalhar, de fugir da rotina e da falta de sorrisos em qualquer dia, estaria a viver a nossa liberdade.

Estaria a ouvir mais a natureza e muito pouco a histeria dos normais que circundam a rotina.

Mas nada vai mudar. Nenhuma criança triste passará a sorrir com a minha fuga.
Nenhuma paz será restaurada mesmo que eu vá conquistar a minha, a não ser a minha mesma.

Então, estou disposto a dar meia volta e percorrer toda a estrada rumo ao triste hoje e desconhecido amanhã.
Estou disposto a sacrificar minha paz para tentar dar aos muitos que estão perdidos por aí."

Escrevi alguns versos enquanto não ouvia nada a não ser o leve soar das cordas de uns violoncelos ao toque dos arcos.
Estas palavras não têm um certo destinatário. Então, que vá ao olhar certo. Pois estou a voltar para cumprir o que acabara de ler.

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