quinta-feira, 10 de março de 2011



Saudade e uma ligeira inspiração

Tal saudade não me trouxe um samba, versos poéticos ou coisas do tipo.
Não que não tenha sido suficiente pra isso, mas resolvi guardar minhas viagens comigo.
Mas, de tanto viajar, não coube mais no ideal e o pensamento caiu em palavras.

Tais palavras que te digo, que poéticas assim saem, vão a ti como eu não posso.
São o que sou; sou eu em teu pensamento, sendo mastigado por tuas vontades.

Despercebido, num ligeiro momento, enxerguei a saudade mesmo de olhos fechados.
E, acalmado por notas em harmonia da viola, me sorriu a inspiração como nunca.

Que a caminhos desconhecidos a paixão me leve;
Caminharei contigo até o apagar da velha chama.

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