
O leve gosto dos teus lábios aos passos teus que se somam aos meus.
Tua voz acompanhada das minhas notas, sobre a sombra daquele velho coqueiro.
Falas tão devagar - sorrasteiras palavras respondo aos teus ouvidos.
Minha amada que me somes quando beijo tua boca e me apareces quando beijo teu corpo moreno,
Seria um pecado escrever tanto aqui e esquecer de ir aí, ver-te sorrindo manhãs, tardes e noites.
Esse nosso ar tão sereno, boêmio e carioca.
Esse teu olhar tão fulgente que me acalma o desgosto de ver todo esse caos no rosto do meu povo.
Minha menina, vem comigo ao desconhecido amanhã, conhecido e poético horizonte;
Vem caminhar um pouco sobre o efeito do nosso remédio anti-monotonia: a música nossa de cada verso vivido.
Que não haja amor, mas que vivamos a verdade. A verdade e nada mais.
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Bonitas palavras, porém inúteis,
Pois não têm alguém a serem mandadas,
Um destino depois de escritas.
Ficam perdidas, juntas às outras que se perderam em momentos passados;
Perdidas no baú de versos e prosas que somam minha história de palavras e notas.
Mas que um dia meu tesouro seja encontrado por olhos que deixarão lágrimas ao lerem.
Que seja teu, de outros; de todos que verem como um espelho que refletirá cada ego que ler.
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