Tu és uma poesia em pessoa, moça.
E quanta gentileza vejo onde te retratam:
As fotos que te param o tempo; o tempo que pára ao teu redor.
Tua voz, suave como deslizo as notas na viola, sabe o tom para conquistá-las.
Cada parte do embalo que sigo, à inspiração que tu me trazes, é parte da minha sinfonia.
Páro diante do papel, esperando que as palavras levem a continuação ao ponto final,
Mas que final será digno de um começo tão nobre ?
Teu sorriso, teu olhar, tua voz: tu és o começo da primeira estrofe desta poesia.
E que os ponteiros do relógio continuem a contar o tempo;
Acho que ele não há de parar até que eu te encontre, meu amor.
Fico à mercê do compasso que danças; à mercê do que me impulsionar.
És, mesmo de longe, a continuação das minhas palavras, sem sombra de dúvidas.
Teu sorriso e teu olhar: a continuação inevitável dos meus versos.
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