segunda-feira, 24 de janeiro de 2011




O cair da noite parece ser um alívio aos olhos, que sentem o salgado suor do calor da cidade.
As palavras fogem da abafada biblioteca mas se quer acham organização no papel.

Tudo tão quente, tão sofrido - é a cara do carioca.
Carioca; eis uma palavra que foge da realidade quanto ao seu sentido original.
Casa de branco ? de preto, branco, vermelho e amarelo.

A água do mar e suas ondas, a areia e as musas deitadas sobre ela.
O verão e todo o tumulto carioca; quarenta graus ficaram no tempo em que Fernanda Abreu fez a letra.
Agora, é Rio 50 graus.

Não faltam motivos para poetas e músicos terem inspiração e criarem imortais versos e notas em harmonia.
São tantas belezas, seja em quentes dias de verão ou noites de frio: o Rio é lindo.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011




Tu me vens; vens pela porta e me somes da visão como se não tivesses vindo.
Me abres os olhos, arregala-os;
Me beijas a boca; me deixas tomar teu corpo, ser teu homem;
Me abres uma nova visão, mostras o amor, o calor, o sabor dessa louca paixão;
E, depois de tudo isso, vais embora como se nada tivesse acontecido.

Por que vives numa ida e vinda sem paradeiro ?
Por que me fazes conhecer-te e depois força-me ao esquecimento de tamanha beleza ?
E que bela tu és. Mas guardas uma fera em ti:
Tal beleza me fere a razão e me tira o resto, deixando apenas tua imagem, apenas tua forma.
Apenas nós dois e nada mais me importa.