quinta-feira, 16 de setembro de 2010




Um agora sem amanhã


São vozes que ouço.
Vozes das flores que clamam por amor.

Lágrimas tocam o solo;
E são lágrimas dos céus, que clamam por liberdade.

Alguns são vítimas do silêncio.
Outros, de gritos catastróficos.
E o ar, de tão pesado que está, já não deixa ser respirado.

Aonde foram aqueles sorrisos que tornavam o dia mais bonito ?
Aonde estão os revolucionistas - poetas, boêmios, pensadores ?

Já não sei mais em quem confiar.
Que Deus nos ajude.


Perdido em folhas passadas

Estou numa permanente estrada,
Caminhando pelo arenoso solo,
Numa interminável canção.

Ainda espero aqui, pensando, a temida paz;
Bem diante da lua que me segue,
Ouvindo versos naturais e olhando os olhos desta eterna musa.

Talvez o que me falte esteja nos seus olhos.

Procuro encontrar-me em todas as notas que toco.
Procuro reencontrar-te nas entrelinhas da vida.

Nosso amor ficou naquela primavera,
Junto às flores - perdido nas rosas e em folhas passadas.