segunda-feira, 5 de outubro de 2009



Somento só


Tudo de que preciso, o que sou, o que penso e o que espero deixo nas entrelinhas das minhas palavras;
Atrás da persiana que dá visão pra sua realidade.

Quando estou a caminhar na baixa frequência da lucidez,
Escorrego em outros passos e me deparo com a outra parte da vida; volta e meia estou por lá.

Talvez nunca me achem, talvez eu nem queira ser achado:
Cada macaco no seu galho e cada insano com sua loucura.

Se vires uma frase faltando um pedaço, um tempo que seja pra completar o compasso,
Não se preocupe, pois estou a terminá-la.

Ouça algum jazz e me assista viajando pelas notas do piano, ou talvez do saxo;
Ou talvez tocando meu baixo na esquina das eternas madrugadas dos dias frios e solitários.

Não haverá apenas uma palavra que consiga definir o que sinto quando estou a tocar e ouvir a música de verdade;
Aquela que faz mover montanhas ou dividir o mar dos teus pensamentos.

E somente só estou a entender que só se vive de verdade à companhia do que lhe torna vivaz
Mesmo quando estás a escorregar pelo abismo da falta de algo.

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