quarta-feira, 28 de outubro de 2009



Quero-te

Ouvindo o canto do silêncio, ecoado nas paredes do meu quarto.

Fechado pelo vácuo da imaginação: que me atordoa por não viver o real.

Quero teu corpo e tua mente; nadar nos rios da paixão e atirar no ventilador
meus versos românticos.

Quero mostrar-te o quão extenso é a vida do lado de cá.
O quão forte pode ser o nosso amor.

Quero teu olhar para enxergar tua mão mais de perto.
Quero devorar-te. Quero amá-la:
Não saias da minha visão, não corras para longe do meu olhar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009



Momentos

De longe ouvi-se o estrondo que faz:
A verdade que vem à tona.

O céu chora lágrimas que secam antes de cairem ao solo.
O sol abraça a lua e as estrelas gritam por liberdade:
Dá pra ouvir cada tom que solfejam.

Ainda sobraram algumas rosas; raras rosas nesse crucial viver.
Enquanto a sobrevivência parece ser a saída, ainda prefiro viver minha doce canção.

Tu és a sintonia que há nas notas, combinando cada frase e formando o texto mais repleto
Da essência que me falta todos dias- quando o sol volta a se esconder atrás das montanhas.

Chores ao solo. Aos nossos povos.
Sorria em minha janela. Deixe-me enxergar o que há escondido em teu olhar.

Dai-me teu coração que consertarei cada dor que lhe causaram.
Dai-me tua mão que a levarei pra onde não enxergas com os olhos abertos.
Dai-me teu corpo que o tornarei o fruto mais maduro destas árvores.

Mas ainda ouço a verdade caindo e quebrando-se no longo e tedioso abismo.
Mas já não ouço o solfejar das luzes do divino viver que há no céu dos meus insanos momentos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009



Somento só


Tudo de que preciso, o que sou, o que penso e o que espero deixo nas entrelinhas das minhas palavras;
Atrás da persiana que dá visão pra sua realidade.

Quando estou a caminhar na baixa frequência da lucidez,
Escorrego em outros passos e me deparo com a outra parte da vida; volta e meia estou por lá.

Talvez nunca me achem, talvez eu nem queira ser achado:
Cada macaco no seu galho e cada insano com sua loucura.

Se vires uma frase faltando um pedaço, um tempo que seja pra completar o compasso,
Não se preocupe, pois estou a terminá-la.

Ouça algum jazz e me assista viajando pelas notas do piano, ou talvez do saxo;
Ou talvez tocando meu baixo na esquina das eternas madrugadas dos dias frios e solitários.

Não haverá apenas uma palavra que consiga definir o que sinto quando estou a tocar e ouvir a música de verdade;
Aquela que faz mover montanhas ou dividir o mar dos teus pensamentos.

E somente só estou a entender que só se vive de verdade à companhia do que lhe torna vivaz
Mesmo quando estás a escorregar pelo abismo da falta de algo.